PASTORAL DA MÚSICA

Coordenador(es) paroquial: José Marcos, Flávia e Wesley


A maior conquista da renovação litúrgica proposta pelo Concílio Vaticano II está sendo a PARTICIPAÇÃO DO POVO, cada vez mais ativa, consciente, plena e frutuosa. Observa-se um duplo dinamismo: a consciência da participação na liturgia leva os fiéis a um crescente engajamento na vida e missão eclesial, através, até, de novos ministérios; e a inserção nas atividades pastorais da Igreja conduz os fiéis a celebrarem sua própria vida com expressões genuínas de fé e oração.

Uma das melhores expressões desta participação é a MÚSICA LITÚRGICA. Onde há manifestação de vida comunitária existe canto; e onde há canto celebra-se a vida. Por isso, no Brasil, a renovação litúrgica tem alcançado um de seus pontos mais positivos, pela criação de uma música litúrgica em vernáculo que tem procurado corresponder ao sentimento e à alma orante do nosso povo, fazendo-o participar das funções litúrgicas de modo expressivo e autêntico.

Nota-se o crescimento litúrgico das Comunidades pelo apreço à pastoral da música litúrgica, pela valorização dos cantos processionais, do salmo responsorial, das aclamações, ao lado dos tradicionais cantos do ordinário da missa (especialmente o "Senhor", o "Santo" e o "Cordeiro"). O fato de se cantarem estas partes tem assumido um caráter educativo, pois, na prática, os fiéis vão aos poucos entendendo a função de cada rito na celebração.

Uma das maiores contribuições da renovação conciliar é a valorização da Palavra de Deus nas celebrações litúrgicas. O caminho foi preparado pelo lançamento de salmos cantados em vernáculo, e hoje contemplamos uma variedade considerável de cantos com textos bíblicos ou neles inspirados. Felizmente, há uma preocupação em valorizar a Palavra de Deus, celebrando-a nos acontecimentos da vida da comunidade e das pessoas.

Outra conquista do trabalho musical renovador foi o encontro com os valores socio-culturais e religiosos de nossa Música Autóctone. Norteados pelo Concílio (SC 119) e pelos Encontros Nacionais de Música Sacra, diversos compositores partiram para uma criação mais genuína, aproveitando as riquezas de nossa música: as constantes melódicas, harmônicas, formais e rítmicas da música folclórica e popular brasileira, visando uma progressiva independência face às melodias estrangeiras. Hoje o Brasil apresenta uma singular posição entre as nações, pelo desencadeamento de tal processo criativo.

A nova música para o canto do povo trouxe, como conseqüência natural, o uso de novos instrumentos musicais. Sem rejeitar o órgão ou o harmônio, em certas celebrações, o violão, por exemplo, tem possibilitado um acompanhamento espontâneo e simples, antes inexistente devido à legislação em vigor.

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