Palavra do Padre mês de Novembro

Nossa Senhora das Graças confiou a nós mensagens que permanecem atuais em nosso tempo
Em suas aparições, Nossa Senhora das Graças confiou-nos mensagens que se mantém muito atuais, especialmente em nosso tempo, marcado pelas grandes desordens sociais e políticas. Por isso, vale a pena conhecer essas mensagens, que foram significativas naquele momento histórico, para o nosso conhecimento e principalmente para a nossa vivência da fé. Pois, nessas mensagens de Nossa Senhora, aprendemos o equilíbrio perfeito de uma espiritualidade radicada e centrada em Jesus Cristo, ao mesmo tempo, profundamente mariana.

A devoção a Nossa Senhora das Graças e à Medalha Milagrosa teve início com as aparições da Virgem Maria à piedosa irmã Catarina Labouré. Foram, ao todo, três aparições, que aconteceram em 1830, no convento das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, na rue du Bac, em Paris, na França. Na segunda aparição, a Santíssima Virgem mandou que fossem cunhadas medalhas, conforme as visões concedidas a Catarina. Com a aprovação eclesiástica, as medalhas foram confeccionadas e distribuídas, inicialmente na França, e depois pelo mundo todo. A devoção a Nossa Senhora das Graças e a Medalha Milagrosa, como ficou popularmente conhecida entre o Povo de Deus, espalhou-se rapidamente, bem como os milagres e prodígios, conforme prometeu a Virgem Maria àquelas pessoas que usarem devotamente a sua medalha: “Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças”.

As mensagens de Nossa Senhora e a abundância de graças em tempos difíceis Na primeira aparição, que aconteceu na noite de 18 para 19 de julho de 1830, data da festa do Fundador da Congregação, São Vicente de Paulo, Nossa Senhora revelou a Santa Catarina que grandes calamidades e perseguições aconteceriam na França. De fato, uma semana depois explodiu a Revolução de 1830, em Paris. A partir desse fato, “desordens sociais e políticas derrubaram o rei Carlos X e, por toda a parte, verificaram-se manifestações de um anticlericalismo violento e incontrolável: igrejas profanadas, cruzes lançadas por terra, comunidades religiosas invadidas, devastadas e destruídas, sacerdotes perseguidos e maltratados”. Depois de profetizar esses males, a Virgem Maria disse a Catarina o que elas deveriam fazer: “Venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas sobre todas as pessoas, grandes e pequenas, particularmente sobre aquelas que as pedirem com confiança e fervor. O perigo será grande, porém não deves temer: Deus e São Vicente protegerão essa Comunidade”. Quatro décadas depois, no fim de 1870, a França e a Alemanha se enfrentaram num sangrento conflito, mas os padres Lazaristas e as Filhas da Caridade nada sofreram, conforme prometeu Nossa Senhora: “Eu mesma estarei convosco. Tenho sempre velado por vós e vos concederei muitas graças. Momento virá em que pensarão estar tudo perdido. Tende confiança, Eu não vos abandonarei”. De certa forma, o contexto histórico das aparições de Nossa Senhora da Rue du Bac parecem se repetir hoje no Brasil, com as atuais desordens sociais e políticas. Diante desse quadro desolador, a mensagem da Virgem Maria nos ajuda a encontrar socorro: “Venham ao pé deste altar: aí as graças serão derramadas”. Esse altar, onde são derramadas abundantes graças, simboliza a Eucaristia e a devoção a Maria, que sustentarão a fé de muitos nesses tempos difíceis. Temos, nessas aparições, a certeza da presença de Nossa Senhora, que prometeu estar sempre conosco, velar por nós e nos conceder muitas graças. Por isso, ainda que tudo possa parecer estar perdido, tenhamos confiança, pois a Virgem Maria não nos abandonará.



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